Shashki

fevereiro 2, 2008

Eu estava adiando o início da postagem neste novo blog porque queria estrear com uma grande partida, que eu perdi. A platéia (???) não conseguia compreender minha derrota já que, após sacrificar uma peça, eu estava superior e não tinha dúvidas de que venceria. Mas o adversário fez um movimento providencial: devolveu a peça e ganhou o jogo.
Não é comum um autor publicar uma partida em que tenha sido derrotado, todos querem posar de grandes mestres, só publicam vitória. Meu problema é achar essa partida. Ela está em algum lugar, separada das outras, em algum lugar do Brasil, já que nunca viajei ao exterior.
Aqui vai, então, uma republicação de um post do meu extinto blog “Meus Sinais”.

shashki3.jpg

Esta é uma partida publicada na revista russa Shashki. As anotações foram feitas pelo conhecido damista Mário Borges, que me deu o exemplar, muito justamente para que eu aprimorasse meus conhecimentos.
Todo damista da minha época – anos 60/70 – tinha pelo menos um exemplar dessa revista. Seguir a teoria russa conduzia a uma armadilha devido a duas pequenas diferenças nas regras brasileira e russa. Vi damistas perderem partidas por seguirem o sistema russo e chegarem a um bêco sem saída no sistema brasileiro.
Clique na imagem para ampliar e poder acompanhar os lances.

Esta partida, jogada por А. Шварцман (A. Shvartsman) e Е. Тюнев (E. Tiunév), começou caracterizada como Отыгрыш (Ótigrish), nossa conhecida Abertura Central, e continuou como Leningrado. É comum uma abertura se modificar devido a inversões de lances. Às vezes você deixa de fazer um lance achando que no movimento seguinte poderá fazê-lo. Mas você se esqueceu de combinar com o adversário. Por isso que não é a mesma coisa jogar 1-2 ou 2-1 embora os lances sejam iguais porque no meio há a jogada do adversário. Mais à frente aparecerá a oportunidade de mostrar um exemplo.