Esta partida foi jogada em 23 de setembro de 1981 num torneio entre empresas. Joguei com as peças brancas, pela Petrobrás. Não me ocorreu anotar o nome do meu oponente, que jogou pelo antigo Banerj.
A partida não tem muito valor técnico, serve mais para os iniciantes observarem como não se deve jogar. Grande parte da força de um damista decorre de sua capacidade em ocupar o centro do tabuleiro procurando desenvolver seus lances ao longo da grande diagonal. Sempre que possível retarde o movimento das peças em c1 e g1 não esquecendo que tudo depende do desenvolvimento da partida.
Vamos aos lances.
1. g3-f4 f6-g5 2. c3-d4 g5-h4
Por que não 2. … d6-c5?
3. b2-c3 d6-e5 4. d4:f6 g7:g3 5. h2:f4 b6-c5 6. c3-d4 e7-d6
Seria preferível 6. … h8-g7 ou c7-b6 seguido de b6-a5
7. d4:b6 c7:a5?
A tática desse jogador consiste em se encostar na parede. Acho que enfrentei o homem aranha.
8. d2-c3 d8-c7 9. c3-d4 f8-g7 10. d4-c5 d6:b4 11. a3:c5 g7-f6
12. e3-d4
Que desastre, duas peças, em c5 e d4 dominando quatro – a5, a7, b8 e c7. Se a posição f8 estivesse ocupada poderia haver a troca c7-d6 eliminando a ameaça que é a peça branca c5.
12. … c7-b6 13. g1-h2 f6-g5 14. f4-e5
Vejam a situação das peças pretas, sem opção alguma.
14. … a5-b4 15. c5:a3 b6-c5 16. d4:b6 a7:c5 17. a3-b4 c5:a3
Já que gosta dos cantinhos…
18 e5-d6 abandonam.
Escrito por lulasi 