Como não jogar uma partida

Junho 3, 2008

Esta partida foi jogada em 23 de setembro de 1981 num torneio entre empresas. Joguei com as peças brancas, pela Petrobrás. Não me ocorreu anotar o nome do meu oponente, que jogou pelo antigo Banerj.

A partida não tem muito valor técnico, serve mais para os iniciantes observarem como não se deve jogar. Grande parte da força de um damista decorre de sua capacidade em ocupar o centro do tabuleiro procurando desenvolver seus lances ao longo da grande diagonal. Sempre que possível retarde o movimento das peças em c1 e g1 não esquecendo que tudo depende do desenvolvimento da partida.
Vamos aos lances.

1. g3-f4 f6-g5  2. c3-d4 g5-h4
Por que não 2. … d6-c5?
3. b2-c3 d6-e5  4. d4:f6 g7:g3  5. h2:f4 b6-c5  6. c3-d4 e7-d6
Seria preferível 6. … h8-g7 ou c7-b6 seguido de b6-a5
7. d4:b6 c7:a5?
A tática desse jogador consiste em se encostar na parede. Acho que enfrentei o homem aranha.
8. d2-c3 d8-c7  9. c3-d4 f8-g7  10. d4-c5 d6:b4  11. a3:c5 g7-f6
12. e3-d4

Que desastre, duas peças, em c5 e d4 dominando quatro – a5, a7, b8 e c7. Se a posição f8 estivesse ocupada poderia haver a troca c7-d6 eliminando a ameaça que é a peça branca c5.
12. … c7-b6  13. g1-h2 f6-g5  14. f4-e5
Vejam a situação das peças pretas, sem opção alguma.
14. … a5-b4  15. c5:a3 b6-c5  16. d4:b6 a7:c5  17. a3-b4 c5:a3
Já que gosta dos cantinhos…
18 e5-d6 abandonam.